terça-feira, 3 de junho de 2014

Recursos de Baixa Tecnologia para Alunos com TGD



RECURSOS DE BAIXA TECNOLOGIA PARA ALUNOS COM TGD

Os recursos de baixa tecnologia objetivam apoiar os alunos com TGD no  desenvolvimento de habilidades comunicacionais e na sua interação social.
São ótimas estratégias e fáceis de serem desenvolvidas. Pois os materiais para produção e confecção são simples,  podem envolver duas ou mais pessoas  a partir de 03 anos. Podem ser utilizados diversos espaços na escola como a sala de aula, AEE, Biblioteca ou ainda sala de informática, para sua aplicação.

 Abaixo alguns tipos de recursos de baixa tecnologia.

As Pranchas de comunicação



Exemplo de prancha de comunicação
com símbolos PCS

As Pranchas de comunicação - As pranchas de comunicação podem ser construídas utilizando-se objetos ou símbolos, letras, sílabas, palavras, frases ou números. As pranchas são personalizadas e devem considerar as possibilidades cognitivas, visuais e motoras de seu usuário.
Características da simbologia PCS:
• Desenhos simples e claros, de fácil reconhecimento;
• Adequados para usuários de qualquer idade;
• Estão divididos em seis categorias de palavras: social, pessoas, verbos, descritivo, substantivos e miscelânea;
• Facilmente combináveis com outros sistemas de símbolos, figuras e fotos para a criação de recursos de comunicação individualizados;
• Extremamente úteis numa grande variedade de atividades e lições.
• Disponíveis através dos softwares Boardmaker e Escrevendo com Símbolos.

`        No Brasil, nos últimos 16 anos os símbolos PCS se popularizaram com a introdução dos programas e materiais traduzidos e vêm sendo amplamente utilizados por educadores em muitas escolas e instituições além de ser aplicados pioneiramente por muitas terapeutas que trabalham com a Comunicação Alternativa.
Disponível em: http://www.clik.com.br/mj_01.html

domingo, 20 de abril de 2014

SURDOCEGUEIRA E DMU: DIFERENÇAS e ESTRATÉGIAS DE ENSINO



SURDOCEGUEIRA E DMU: DIFERENÇAS e ESTRATÉGIAS DE ENSINO.

Conceitos e Definições

A SURDOCEGUEIRA é uma deficiência única em que o individuo apresenta ao mesmo tempo perda da visão e da audição além de outras dificuldades. É considerado surdocego a pessoa que apresenta essas duas limitações independente do grau das perdas auditiva e visual. A surdocegueira pode ser congênita ou adquirida. Elas estão divididas em quatro categorias: Indíviduos que eram cegos e se tornaram surdas; que eram surdos e se tornaram cegos, pessoas que se tornaram surdocegos, ou que nasceram ou adquiriram surdocegueira precocemente. 


Deficiência múltipla – é a associação, no mesmo indivíduo, de duas ou mais deficiências primárias (intelectual / visual / auditiva / física), com comprometimentos que acarretam conseqüências no seu desenvolvimento global e na sua capacidade adaptativa.
 “Considera-se uma criança com deficiência múltipla sensorial aquela que apresenta deficiência visual ou auditiva, associada a outras condições de comportamento e comprometimentos, sejam elas na área física, intelectual ou emocional, e dificuldades de aprendizagem.” (MEC/SEESP/2006).
Quase sempre, os canais de visão e audição não são os únicos afetados, mas também outros sistemas, como os sistemas tátil (toque), vestibular (equilíbrio), proprioceptivo (posição corporal), olfativo (aromas e odores) ou gustativo (sabor). “Comprometimentos em uma dessas áreas podem ter um efeito singular no funcionamento, aprendizagem e desenvolvimento da criança (Perreault, 2002).”

  •   É importante esclarecermos que as pessoas com surdocegueira não são classificadas como múltiplas, pois quando elas têm oportunidades interagem com o meio e com as pessoas adequadamente.

    Estratégias de ensino e necessidades básicas desses alunos:
    As pessoas surdocegas necessitam de formas específicas de comunicação para terem acesso à vida social e escolar. Portanto é preciso elaborar estratégias de aprendizagem como observar o nível intelectual e educacional alcançado por ela antes de adquirir a surdocegueira.

    Outra estratégia importante para ajudar uma pessoa que não apresenta nenhum resíduo visual ou auditivo é explorar o meio em que ela vive, podemos também começar utilizando a técnica da “mão sob mão”, colocando a mão sob a mão da pessoa e assim orienta o seu movimento sem a controlar, permitindo desta forma que explore o ambiente, o seu corpo ou o corpo do seu orientador. Esta estratégia deve ser bem planejada e ter como objetivo favorecer a interação da pessoa com deficiência e o meio em que ela vive.


    As pessoas que tem deficiência múltipla necessita organizar o seu mundo por meio do estabelecimento de rotinas claras e uma comunicação adequada de um ambiente reativo, para responder a suas iniciativas. O seu tempo de resposta precisa ser respeitado e a habilidades de fazer escolhas deve estar dentro de suas atividades programadas. Portanto é necessário considerar os símbolos e os gestos, avaliando primeiro o seu estágio de comunicação e suas habilidades motoras antes de optar por um sistema, o uso de fotos, objetos concretos, desenhos, contornos e outros, são sistemas que devem ser levados em consideração tanto para estágios pré-simbólicos como simbólicos. 

segunda-feira, 31 de março de 2014

Educação inclusiva da Pessoa Surda na Escola Comum



Educação inclusiva da Pessoa Surda na Escola Comum

A Escolarização das pessoas com surdez historicamente foi marcada por conflitos ligados às questões linguísticas e devido suas condições comunicativas, por muito tempo estes sujeitos ficaram a margem do convívio social devido a perda auditiva. Somente depois de muito tempo, é que começou-se a pensar propostas para escolarização das mesmas. Entretanto surgiram propostas assistencialistas, filantrópicas e clinicas, com o objetivo de normalização da surdez.
Com o desenvolvimento cientifico surgiram novas abordagens educativas para as pessoas com surdez.  Nesse sentido, há três abordagens educacionais  foram desenvolvidas  no processo educacional para alunos surdos: o oralismo, a comunicação total e o bilinguismo. Destes três métodos o Biliguismo é o que mais tem obtido resultados positivos. Este método objetiva capacitar a pessoa com surdez para a utilização de duas línguas no cotidiano escolar e na vida social, quais sejam: a Língua de Sinais e a língua da comunidade ouvinte, e é o mais se aproxima da real necessidade dos surdos, pois através do bilinguismo o aluno poderá aprender e ser alfabetizado em sua língua materna, ou seja língua de sinais. Goldfeld (1997, p.25) nos indica que os problemas comunicativos e cognitivos das pessoas com surdez não estão relacionados somente ao déficit auditivo que elas apresentam. Mas também, que o problema se encontra “no meio social em que ela está inserida, que frequentemente não é adequado, ou seja, não utiliza uma língua que essa criança tenha condições de adquirir de forma espontânea, a língua de sinais”.
Em 2008, o MEC lança  A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva com a proposta de mudanças no ambiente escolar e nas práticas sociais/institucionais para promover a participação e aprendizagem dos alunos com surdez na escola comum. Nesse sentido a escola comum deverá  ofertar matriculas no ensino regular para o aluno com surdez, também deve ofertar o AEE em Libras e o AEE de Libras, contemplando assim o atendimento na sala de aula comum e na sala multifuncional com um atendimento mais individualizado, atendendo as suas particularidades.
Não se trata da normalização das pessoas com surdez, mas de  garantir a estas pessoas que sejam disponibilizados os recursos necessários para a superação de barreiras no processo educacional, para que possa de fato exercer seus direitos enquanto cidadãos.
A inclusão escolar que a escola comum se aperfeiçoe no sentido de práticas  pedagógicas significativas para a aprendizagem de todos os alunos. Nesse sentido nas práticas para pessoas com surdez é necessário que a comunidade escolar aprenda a língua de sinais, mas também precisa de ações que façam sentido para os surdos, por meio de intervenções pedagógicas, onde ocorra as trocas simbólicas e o desenvolvimento cognitivo desses alunos. Sem essas condições a capacidade cognitiva, afetiva e social dos mesmos, compromete o desenvolvimento do pensamento. Para Poker (2001) a natureza do problema cognitivo das pessoas com surdez está relacionado a deficiência das trocas simbólicas, ou seja, o meio escolar não expõe esses alunos a   solicitações capazes de exigir deles coordenações mentais mais elaboradas, que favorecerão o mecanismo da abstração reflexionante.  
No sentido de desenvolver a capacidade representativa e linguística dos alunos em com surdez, sua escolarização deve acontecer na escola comum, onde também deve ser atendido no AEE, onde serão comtemplados o ensino de Libras, o ensino em Libras e o ensino em Língua Portuguesa.
Na proposta da educação bilíngue para alunos com surdez, a escola assume um a politica linguística, onde duas línguas co-existirão no espaço escolar.
Entretanto, ainda existe muita discussão em torno da educação escolar das pessoas com surdez. Mas é importante considerar que os mesmos têm direito ao acesso ao conhecimento, à acessibilidade e ao AEE, que por si só já representam um grande desafio a inclusão. Mas é preciso ampliar a visão que reduz os problemas da escolarização das pessoas com surdez ao campo linguístico e amplia-lo para os campos sócio políticos (  BUENO, 2001, 41).